VIA AMAZÔNIA

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

PROJETO PÉ-DE-PINCHA

O MAIOR PROGRAMA DE PRESERVAÇÃO DE QUELÔNIOS NA AMAZÔNIA.
“Uma parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Mineração Rio do Norte, vem garantindo a preservação de quelônios na Amazônia”


Criado em 1999 por comunitários da cidade de Terra Santa no Pará e pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, este projeto atua em municípios no Estado do Amazonas e Pará. O nome do projeto refere-se as pegadas do Tracajá (Podocnemis unifilis), que na areia ficam no formato de "pinchas" (tampinhas de refrigerantes de garrafas de vidro).Tem como missão preservar e conservar as populações de quelônios da Amazônia, e junto realizar trabalhos sociais com as comunidades ribeirinhas. Uma importante ferramenta de conscientização e sustentabilidade nos rios da Amazônia.
Os ribeirinhos são envolvidos em todas as etapas do processo: desde a identificação das covas dos ovos, que são levados a um berçário onde ficam até eclodirem, até a soltura dos animais nos rios. A equipe da Mineração Rio do Norte, MRN, sempre empenhada, tem papel importante no processo de monitoramento dos ninhos, fundamental para a proteção contra predadores naturais e humanos. No início do projeto, foram doadas canoas, motores rabeta e combustível para as comunidades envolvidas. E ainda mantemos a doação de combustível para esse monitoramento.
No mês de outubro, foi feita a coleta dos ovos de quelônios. Mais de quarenta  acadêmicos de várias instituições UFAM, UNINORTE, ESBAM E FAMETRO estão engajados com as comunidades em fazer o manejo dos ovos em vários municípios onde o projeto Pé-de-Pincha faz pesquisa cientifica.
Em 15 anos promovendo o manejo racional e sustentável de quelônios pelas próprias comunidades em áreas abertas e não oficialmente protegidas, o Programa Pé-de-Pincha da Universidade Federal do Amazonas viabiliza o treinamento de agentes ambientais voluntários, a capacitação de professores da rede municipal e estadual de ensino, alunos e comunitários, por meio da Educação Ambiental.
Segundo os coordenadores professores Paulo Cesar Machado Andrade e Aldeniza Cardoso de Lima, com o patrocínio da Petrobras, os trabalhos já começaram a fazer o monitoramento dos quelônios que foram devolvidos a natureza desde 2014, no Médio Rio Amazonas, Madeira e Negro, nos municípios de Nhamundá, Barcelos, Itacoatiara, Parintins, Barreirinha, Maués, Manaus, Careiro Castanho, Borba, Canutama, Novo Airão e Carauari/AM, Terra Santa, Juruti, Faro e Oriximiná/PA, no sentido de estimular a conservação de quelônios através do manejo participativo.

Respeito a Natureza
De acordo com os coordenadores do programa “Pé-de-Pincha/UFAM”, 2.000 famílias, em 16 municípios sendo 4 no Estado do Para/PA e 12 no Estado do Amazonas/AM, em 170 comunidades recebem noções de Educação Ambiental e passaram a executar um programa de manejo sustentável da população de quelônios em suas áreas. Já foram devolvidos à natureza filhotes de tracajá (Podocnemis unifilis), tartaruga da Amazônia (P. expansa), iaçá ou pitiu (P. sextuberculata), irapuca ou calalumã (P. erytrocephala) e cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus), totalizando mais de Dois Milhões e Quinhentos (2.500.000) filhotes de quelônios devolvidos à natureza durante esses 15 anos.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O risco de migração dos pássaros da Amazônia nos centros urbanos

As aves da Amazônia são as que mais sofrem com o desmatamento.
O poder de destruição do homem desrespeita fronteiras e invade o habitat dos pássaros.


Os pássaros estáo sendo obrigados a sair do lugar onde Deus ordenou que fizessem morada..
A ganancia dos homens afugenta e mata até os pássaros !
Antes, o processo de migração era privilégio de algumas poucas espécies que  buscavam lugares apropriados para procriação. Hoje mostra uma realidade trágica, quando os ornamentos do céu, os  pássaros, são obrigados a sair da  floresta, expulsos pela ambição humana.
De acordo com pesquisas feitas por especialistas,  Muitas espécimes da Amazônia sofrem com isso. Caso dos papagaios, que são monogâmicos e muitas vezes sofrem em adotar novos parceiros nos locais onde são obrigados a se refugiar. isso quando encontram...


Sem alternativa, muitos acabam morrendo por sofrer solidão. Surge como causa mais evidente, o desmatamento, quase sempre seguido de queimadas  nas florestas. Seguindo instinto natural, os animais se transferem para  áreas urbanas, em busca de alimento. Um desequilibrio ecológico, imposto pelo homem moderno, que  desrespita até mesmo o habitat natural de muitos animais silvestres.
 A poeira do tempo, hoje misturada com a fumaça das queimadas e o cenário triste do desmatamento cantam canções tristes. Lembram décadas passadas, quando era muito comum ver as borboletas nos jardins em Belém. Havia uma diversidade grande de borboletas nas casas.... e hoje não se vê mais isso....

No caso das borboletas, o causador principal dessa uase extinção foi o fumace, borrifado nas ruas pra matar carapanã, consequentemente atingindo borboletas, que se afastam desses locais, ou ...morrem. A cidade hoje se ressente com a falta desse colorido natural poético.
A atitude irresponsável do homem atingiu limites extremos; um casal de beija-flor "Preto", considerado mestres em adaptação, foi obrigado a fazer seu ninho em um fio de alta tensão na área urbana da cidade grande. Bem-te-vis são vistos disputando espaços com gaviões, em poucos árvores frutíferas que ainda existem nos raros quintais de algumas cidades. Junto com eles, outros animais saem da floresta ou dela são obrigados a escapar, por que se tornaram o alvo principal da destruição; um contexto trágico mostra que Impulsionadas por fatores biológicos e ambientais, milhares de aves deixam anualmente suas áreas de reprodução e migram, percorrendo longas distancias para garantir a sobrevivência da espécie
 

sábado, 20 de maio de 2017

UM ADEUS A DICA FRAZÃO, A MAIOR EXPRESSÃO DA ARTE AMAZÔNICA QUE VIAJOU O MUNDO.

Dica Frazão tinha a expressão maior da arte, feita com matéria prima extraída da floresta, se transformou em lenda que atravessou barreiras do tempo no cenário internacional.


A artista plástica Raimunda Rodrigues Frazão, carinhosamente conhecida como Dica Frazão, morreu na sexta-feira, 19 de maio em Santarém, no oeste do Pará. Ela estava internada em um hospital particular do município para se tratar de pneumonia.
Com traços únicos e acabamento espetacular, Dica foi artesã, modista e estilista, vestindo grandes personalidades mundiais, como o a rainha Fabíola, da Bélgica, o Papa João Paulo II e o ex-presidente Juscelino Kubitschek. A obra cruzou fronteiras e conquistou o mundo.

Dica Frazão morava na rua Floriano Peixoto, 281, na área central de Santarém. No mesmo enderenço, por décadas funcionou o ateliê particular da modista. Desde 1999, o local é o museu da arte e vida deste ícone cultural.

Durante toda a vida, a artista usou matérias-primas especiais, como fibras, sementes e raízes amazônicas, sendo pioneira neste ramo. A técnica usada por ela ainda é mantida em segredo. A primeira criação, um leque de penas de arara, foi feita em 1949, seis anos após a chegada dela em Santarém.
Primogênita de um casal de agricultores, ela nasceu em Capanema, nordeste do estado do Pará, no dia 29 de setembro 1920. Os estudos convencionais foram até a quarta série, mas o aprendizado de vida seguiu até o último instante. Ela ficou órfã de mãe aos 12 anos e o pai deixou a família dois anos depois. Dica, então com 14 anos, teve de cuidar dos sete irmãos mais novos.

Dica Frazão tinha a expressão maior da arte, feita com matéria prima extraída da floresta, se transformou em lenda que atravessou barreiras do tempo no cenário internacional.
Uma mulher que teve o privilégio em ter tecido uma toalha de mesa que foi levada para o Papa João Paulo II, no Vaticano. O detalhe é que todas essas peças, incluindo a toalha de banho dada ao então presidente Juscelino Kubitscheck, quando ele veio visitar as obras da Rodovia Transamazônica, no ano de 1957, foram feitas com fibra de patchulli, casca de madeira da Amazônia.